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Será que tem influência?

Nestes últimos dias tenho vindo a receber muitas mensagens privadas a fazer perguntas mas houve uma delas que achei que era interessante participar com todos vocês,como foi a sua gravidez  ?E o parto?

Ouvem se umas opiniões sobre a influência da gravidez e do parto e as tendências em ser ter um bebê com Asperger e hiperatividade e eu vou sinceramente acredito que tenha alguma influência e já vão entender o porquê.

A minha terceira gravidez teve tudo menos tranquilidade, as 20 semanas sou internada com pedra nos rins mas para piorar as coisas no dia em que ia ter alta tive uma ruptura de bolsa que me fez estar no hospital em repouso absoluto  mais de mês. Lembro me como se fosse hoje todos os sentimentos que tive naquele dia,saudades delas e medo de o perder a ele.
Foi horrível!

Vim para casa e na eco não conseguem ver a mão do Martim e ao medir a cabecinha notam que é maior que o corpo,foram feitos vários exames e não passou de um susto.

As 27 semanas sou novamente internada por anemia,diabetes descontrolados e contrações e vou para casa passadas três semanas.
Dias depois sou novamente internada devido a perdas de sangue e contrações e tenho alta já com 32 semanas.
Até às 37 ia a consultas de dois em dois dias até que no dia 17 de julho às 4 da manhã arrebentam me as águas,chego aos hospital as 5 da manhã e as 11 sem dores nem qualquer tipo de sofrimento nasce o Martim.

A gravidez foi muito complicado mas rapidamente foi tudo esquecido e valeu tudo a pena,cada dor,cada internamento. Mas muitas vezes dou por mim a pensar se não é está a causa de todos os problemas do Martim.

Qual a vossa opinião sobre o assunto?

Comentários

  1. Acredit que também influencie sim. Do meu Dinis passei de uma gravidez desejada e planeada para uma gravidez de risco que me assustou. Ás 18 semanas 1 dia depois de começarem as aulas, a 18 de Setembro de 2007, depois de regressar à escola para dar aulas de tarde, comecei com dores, de tal forma que me enrolei na sala de professores e fui dali direta para o hospital. Comecei com contracções. Fui para casa ficar em repouso. A minha filha na altura no 5.º ano começou a ter de andar sozinha de autocarro, e um belo dia enganou-se no autocarro para casa o que foi um pânico. A 5 de Janeiro recebemos a noticia de que uma colega do meu marido que também estava grávida morrera no parto... opções religiosas que cada um tem direito mas que a mim me revoltaram por conhecê-la e por estarmos grávidas ao mesmo tempo. 4 dias depois a minha cadela que eu adorava, retirei-a do lixo com dias e contra todas as expectativas sobreviveu. Era a minha filha «loura» como eu lhe chamava. Tinha 4 anos e meio e deu um uivo enorme e desmaiou... foi um mês de tratamentos, clinica veterinária, análises tratamentos... até que a operam... 2 dias depois dela ser operada eu fui internada a 6 de fevereiro de 2008 com indicios de apêndicite. Estive 5 dias internada. Durante esse período a minha filhota entrou em pânico e até urinou na caminha porque tinha medo que eu morresse como a colega do pai. Entretanto volei para casa para ter que decidir eutanasiar a minha menina de 4 patas. Foi muito duro emocionalmente. Assim a 12 de Fevereiro tive que me despedir... E uma semana depois nasce o meu tesouro, Perfeitinho com 4,240 kg mas magro e fruto de um parto fácil. Aqui penso que foram mesmo os medos, as emoções e as coisas pelas quais passámos e que eu lhe transmiti através do que sentia. Não sei... Beijinhos e Abraços a todas as mães de Aspergers Maravilhosos!

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