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Na primeira pessoa #1 - A ida para a escola


A ida para a escola

Um dos momentos dificeis que todo pequeno asperger vai enfrentar na sua vida , é a primeira ida a escola.
Passaste os primeiros 4, 5 anos da tua vida, assistindo desenhos e brincando sozinho, na tua própria casa. Exceto por raros passeios ou idas ao médico, nada se modifica na rotina, e passas as 24h ao pé da tua mãe, muito confortavelmente.
De repente, tua mãe te acorda cedo, e te leva a um lugar onde não conheces absolutamente ninguém, e te faz ficar lá, sem dar muitas explicações, e não percebes o que querem que faças lá. A angústia aumenta até que começas a chorar desconsolado.
Nos dias seguintes, já não chorava quando estava na escola, talvez pelo fato de com o passar dos dias , estar se tornando algo comum, ainda que de maneira forçosa. Lá, dentro da escola, comecei a estar bem. Mas a angústia mortal que eu senti no primeiro dia, sempre retornava no momento em que me preparava para voltar lá no dia seguinte. Embora permanecesse mais ou menos tranquilo na escola, não houve um dia sequer em que eu quisesse ir de boa vontade. “Não quero ir mãe!-Temos que ir mesmo?” “Deixa de Frescura e vamos logo!” . Todo dia, a mesma tortura emocional.
O Retorno das férias no ano seguinte também não foi dos melhores. Mudei para o horário da tarde, e angústia de todos os dias era a mesma,  chorei muito em classe pelo menos por uma semana, até a reacomodação da rotina. Claro, a professora sempre insensível dizia que não tinha motivo algum para isso, que largasse de chorar.
No Próximo ano, início do ensino primário, escola nova, foi onde ocorreu alguma mudança e certo ganho de autonomia. Apesar do mesmo desconforto estar presente nos primeiros dias, logo a rotina se impôs, e no meio do ano, já queria ir sozinho a escola, exatamente por ver os outros pequenitos que já iam por conta própria sem as mães ou pais.
Quando teu filho asperger lhe custa para ir a escola todos os dias, procura pensar que é algo muito difícil também para ele, não é uma simples birra. Faz parte da maneira como somos, e não há como evitar, apenas temos que tentar criar o menor sofrimento possível.

Texto escrito por J.A.F

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