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Eu,ele e um asperger

A chegada de um filho é uma etapa
 muito importante para um casal e muitas vezes a relação é mesmo posta a prova.
As prioridades mudam em função aquele "ser" .
Mas quando esse pequeno "ser" é especial as coisas podem mesmo tornar-se um pouco complicadas.

No nosso caso as coisas foram mesmo muito complicadas,não por minha culpa ou dele mas sim por falhas dos dois.

A doença do Martim fez com que tivéssemos de tomar decisões que nos afastaram,mas que nós ajudavam no dia a dia para que as coisas fossem pacíficas.

Uma deles foi o Martim dormir na nossa cama,era a única forma de conseguirmos dormir e muitas vezes acabava com o pai no sofá.

Muitas vezes a discussões surgiam ai pois não tinhamos nem cinco minutos do dia "só nossos". O Martim,a hiperactividade e o asperger estavam sempre com nós.

Desde sempre que sou eu que vou as consultas e depois contava tudo ao pai que achava que eu estava a fazer um filme e que o menino só tinha aquele atraso de desenvolvimento por ser mimado,mas com o tempo começou a" descer a terra " e a entender que aquilo tudo era derivado a um problema.

Nós mães aceitamos de forma automática mas ha quem tenha mais dificuldades e que precise de mais tempo e explicações,e no nosso caso foi o pai.

E um hoje em dia já aceita bem o facto do Martim ser especial.

E ai estava o problema,a aceitação.

Era o ponto que estava a falhar e que estava a perjudicar a relação.
E a relação tornou se sólida,com espírito de companheirismo neste mundo onde nunca sonhamos entrar...

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Queridos leitores!

Queridos leitores
Infelizmente, estou a passar uma das piores provações que uma mãe e mulher pode passar.
Perdi o meu Amor, e os meus filhos perderam o pai.
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Peço que agora, mais que nunca, não deixem de acreditar em mim. Quero muito voltar, mas ainda não estou preparada.
Com amor,
Mónica

Perdi.....

Mais um vez fui posta a prova,mas desta vez o desafio supera todas as minhas forças. Perdi o meu amor,o meu grande amor,o pai dos meus filhos, o homem a quem prometi ser a melhor mãe do mundo.
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Recebi hoje um e-mail de uma leitora. Quando o li emocionei-me e pensei em todas as mães "especiais". Obrigada pela partilha! Tinha de o  partilhar convosco.
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– Mas será que ela vai ter paciência?

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