Avançar para o conteúdo principal

Bater para educar?!?

Estaria a mentir se vos se dissesse que meus filhos nunca levaram uma sapatada. Sim, eles já levaram! Já me levaram à loucura, e eu optei pela forma mais rápida de faze-los parar o que estavam fazendo. Mais rápida, menos eficaz, e mais cruel. 
Cresci com o conceito de que não fazia mal nenhum levar uma sapatada, e ainda levei algumas. 
Mas algo dentro de mim dizia que isso era errado, e que devia haver outro modo de educar os filhos sem precisar de lhes bater, faze-los chorar e aimda me sentir eu mal. 
Confesso que tentei outros truques , mas não funcionava com a eficácia que eu imaginava, e vez ou outra, eu recorria para a palmada.
Li muitas dicas sobre educar sem bater. Depois de saber que muitos pais conseguem, eu também tinha de conseguir pois sabia o que eles estavam a sentir cada vez que eu lhes batia. 
Também levei dos meus pais e ainda me lembro da sensação de humilhação, tristeza profunda e raiva, muita raiva, que eu sentia. Quem quer que os filhos sintam isso???
Tem gente que argumenta estar fazendo o melhor , então, é válido a criança sentir isso por um momento, para aprender alguma coisa para sua vida toda. Mas, será que a criança aprende mesmo? Ou será que ela não vai agir de uma determinada maneira por medo de sofrer uma punição física, porém, assim que crescer e tiver autonomia, vai faze-lo à sua maneira? Eu penso que não mas ok! 
Eu cá resolvi educar meus filhos dando o exemplo, sendo como quero que eles sejam. Ainda estou em fase de adaptação a esse novo método que conheci, sem fórmulas mágicas ou prontas, pois quando se trata de seres humanos, cada um com sua personalidade, tudo precisa ser adaptado.
Não quero, e não vou, dar palmadas. 
Eu falo sobre o que espero deles, e sobre as consequências dos seus atos, tanto os positivos quanto os negativos.
Outra coisa que estou fazendo é ouvir o que eles tem a dizer. 
Posso garantir uma coisa em relação à mudança no meu modo de educar: Eles obedecem mais rapidamente, e quando não o fazem, tem bons argumentos para isso.
E a relação mãe /filho ficou mais próxima e mais tranquila. 
E eu mais feliz pois sei que não os estou a "mal tratar "  mas sim a educar. Não é fácil mas nada na vida o é. 


Comentários

Mensagens populares deste blogue

A alimentação de um asperger

Normalmente alimentar uma criança com asperger é mais luta diária que nós pais enfrentamos, pois geralmente têm dificuldade quando se trata de comer uma variedade de alimentos. Texturas e cheiros desempenham um papel importante devido a questões sensoriais que experimentam. Além disso, ter muitas opções vai contra o que é confortável para essas crianças. Encontrar um equilíbrio é complicado e trabalhoso.
E normalmente tem problemas sensoriais que podem impedi-lo de registrar os sentimentos de fome, por isso nunca se pode contar com a fome do deles para motivá-los a comer.
As  tentativas de alterar a dieta, abitos ou objectos das refeições têm de se fazer com muita calma. O sucesso pode vir lentamente, mas o objetivo final é melhorar a alimentação e não abrir mais um guerra. Cada pequena vitória lhe trará um passo mais perto do resultado desejado.

O Martim em relação a alimentos novos não tem grandes problemas mas sim com os objetos para a mesma. .
Queria sempre comer no mesmo prato e …

Alguma vez pensou como são escolhidas as mães de meninos especiais???

Recebi hoje um e-mail de uma leitora. Quando o li emocionei-me e pensei em todas as mães "especiais". Obrigada pela partilha! Tinha de o  partilhar convosco.
Este texto é para todas nós.

“Alguma vez pensou como Deus escolhe as mães das crianças especiais?

Eu já… Uma vez vi Deus a pairar sobre a Terra, selecionando o seu instrumento de propagação com grande carinho (…). Enquanto observava, instruía os seus Anjos a tomarem nota num grande livro:

– Para a Beth, um menino. Anjo da Guarda, Matheus.

– Para a Miriam, uma menina. Anjo da Guarda, Cecília.

– Para a Regina, gêmeos. Anjo da Guarda Geraldo, ele já está habituado. Finalmente, Ele passa um nome para o Anjo, sorri e diz:

– Dê a esta mãe uma criança deficiente. O Anjo, cheio de curiosidade, pergunta:

– Porquê ela, Senhor? Ela é tão alegre!

– Exatamente por isso, diz Ele. Como poderia eu dar uma criança a uma mãe que não sabe o valor de um sorriso? Seria cruel…

– Mas será que ela vai ter paciência?

– Eu não quero que ela tenh…

Hiperatividade e omega3

Quando me deparei com o diagnóstico do Martim de hiperativo que andei feita barata tonta a procura de respostas e tratamentos.
A pediatra recomendou dar-lhe ómega 3(como ja vos contei noutro post).
E graças a deus os resultados têm sido muito positivos.
Por isso mesmo resolvi partilhar com vocês a informação que me foi dada pela pediatra, para que vos ajude tambem a vocês. 

"Déficit de atenção/hiperatividade (ADHD) e omega3:

Crianças com déficit de atenção/hiperatividade (ADHD) podem ter baixos níveis de ácidos graxos essenciais (incluindo EPA e DHA) no organismo. Estudos com aproximadamente 100 meninos mostraram que aqueles com níveis mais baixos de ômega-3, apresentaram mais problemas de aprendizado e comportamento (como temperamento variável e distúrbios do sono), do que meninos com níveis normais de ômega-3. Em estudos animais, baixos níveis de ômega-3 mostraram uma concentração mais baixa de certos neuroreceptores cerebrais (como a dopamina e a serotonina) relacionados com a…