Avançar para o conteúdo principal

Pense antes de falar...

Nestes últimos dias tenho recebido mensagens a criticar a forma com torno "romântica" a hiperatividade e a síndrome de asperger.

Eu não torno as coisas um mar de rosas porque não o são. Não escondi as angústias e as frustrações. Tento mostrar os dois lados da moeda, não fazendo ninguém de coitadinho.

Ser mãe de uma criança hiperativa/asperger não é facil mas aprendemos a fazê-lo como aprendemos a andar ou a falar, ja sai naturalmente. Para nós já não ha diferença entre as diferentes maneiras de ser mãe e isso pode tornar as coisas parecem mais calmas e fáceis mas não o são. O abito faz o monge!  E neste caso o filho faz a Mãe.
No início foi muito complicado ser "Mãe do Martim"  e "Mãe da Luana e da Maria"  mas hoje em dia já não ha diferença.

"Não gosto que diga que são meninos especiais "

Depois de ser mãe do Martim ja ouvi lhe chamarem coisas horríveis como" atrasado" "deficiente"  "maluco"  e em todos os casos me revoltei pois o meu filho não é nada disso.
Mas sim é especial,é meu.  Com todos os problemas que tem para mim ele é especial.  E uma forma ternurenta de o tratar e não ofensiva.

Outra coisa que me revolta é chamarem "diabo"  aos filhos e não gostarem o os chame de "especial".
O meu filho não é um anjinho mas não admito que lhe chamem de "diabo".  O meu filho é um menino que nao sabe controlar os impulsos e os sentimentos.  Tem limitações não maldade.

Desculpem este post mas ja estava a ficar farta de ouvir "estas pérolas"..


Comentários

Mensagens populares deste blogue

Queridos leitores!

Queridos leitores
Infelizmente, estou a passar uma das piores provações que uma mãe e mulher pode passar.
Perdi o meu Amor, e os meus filhos perderam o pai.
Não sei quando retomarei a atividade normal do blogue. Peço desculpa a todas as marcas que me apoiam, a todas as pessoas que me seguem, mas este, para além de um momento de profunda dor, é um momento de muita luta. Nunca fui rica, no entanto, neste momento sou a única fonte de rendimento dos meus filhos. O trabalho, a burocracia relativas ao acidente do meu amor e os meus filhos têm me ocupado todo o meu tempo.
Peço que agora, mais que nunca, não deixem de acreditar em mim. Quero muito voltar, mas ainda não estou preparada.
Com amor,
Mónica

Perdi.....

Mais um vez fui posta a prova,mas desta vez o desafio supera todas as minhas forças. Perdi o meu amor,o meu grande amor,o pai dos meus filhos, o homem a quem prometi ser a melhor mãe do mundo.
Perdi tudo!
Não fui avisada nem tive tempo de me despedir, foi tudo rápido de mais.
Sem qualquer tipo de preparação fiquei sem chão, e honestamente não sei se estarei a altura deste desafio.
É dos sentimentos mais cruéis e duros que já senti na vida!
Só queria acordar e constatar que isto não passava de um pesadelo e que o meu amor estava vivo.
Mas infelizmente isso não irá acontecer,terei de arranjar forças vindas não sei de onde e continuar a vida.
Se será fácil? Não, claro que não nas terei de o ser pelos meus filhos  .
E não ne venham dizer que passa pois nunca irá passar,passava se fosse uma dor de barriga, mas não o é!!!
Perdi o meu amor, o meu grande amor!!!

Alguma vez pensou como são escolhidas as mães de meninos especiais???

Recebi hoje um e-mail de uma leitora. Quando o li emocionei-me e pensei em todas as mães "especiais". Obrigada pela partilha! Tinha de o  partilhar convosco.
Este texto é para todas nós.

“Alguma vez pensou como Deus escolhe as mães das crianças especiais?

Eu já… Uma vez vi Deus a pairar sobre a Terra, selecionando o seu instrumento de propagação com grande carinho (…). Enquanto observava, instruía os seus Anjos a tomarem nota num grande livro:

– Para a Beth, um menino. Anjo da Guarda, Matheus.

– Para a Miriam, uma menina. Anjo da Guarda, Cecília.

– Para a Regina, gêmeos. Anjo da Guarda Geraldo, ele já está habituado. Finalmente, Ele passa um nome para o Anjo, sorri e diz:

– Dê a esta mãe uma criança deficiente. O Anjo, cheio de curiosidade, pergunta:

– Porquê ela, Senhor? Ela é tão alegre!

– Exatamente por isso, diz Ele. Como poderia eu dar uma criança a uma mãe que não sabe o valor de um sorriso? Seria cruel…

– Mas será que ela vai ter paciência?

– Eu não quero que ela tenh…